foto anjos no percurso

Não sei onde termina o fôlego e começa a superação.

Será que tenho o direito de perder o fôlego quando corro ao lado de um adolescente especial como Dan, ou os ” Danilos, Pedros, Bias ” que vc e eu conhecemos ?

O Cido, voluntariamente segurando a cadeira e que não a largou pelos 8 km comentou: ” Engraçado…. quando chego ao final do percurso sinto um cansaço que hoje não estou sentindo.” Minha sensação é igual, Cido!

 A força de viver do Dan contagia e impulsiona. Não tenho dor! Sinto paz no coração, missão cumprida! Ver meu filho calmo, aproveitando cada rajada de ar é minha motivação para participar das provas, treinar com vontade, chegar na almejada meia maratona! ( 21 km )

E pensar que há cinco meses atrás eu precisava de vários Cidos, porque não conseguia correr nem 1 km! Hoje a gente vai, o trajeto vem , quando percebo a linha de chegada está logo à frente. Eu posso e consigo e você também!

 As pessoas perguntam como começar a correr. Caminhe primeiro, alterne com trotes. ( corrida leve ). Põe um tênis e roupa confortável, música ao ouvido e dê uma volta no quarteirão da sua casa. Não conhecemos nem o nosso bairro! Dê um OI para quem encontrar, observe a árvore da esquina , o vizinho que acabou de mudar ou a padaria recém inaugurada. Encontrará detalhes que estiver SEMPRE estiveram onde estão e passavam despercebidos.

 A vida é simples, feita de coisas simples. Por que complicamos tannntoo ? Fazemos tempestades em copos de água, brigamos sem motivo, deixamos os hormônios femininos aflorarem, falamos demais e pouco escutamos. Agimos por impulso e vaidade. Aiaiai eu me esforço! Aiaiaiai como é difícil!

 Eu luto pela inclusão escolar e social. Eu quero que as pessoas vejam o Dan como o Cido vê. Um ser humano, de alma e coração, como outro qualquer. Livre de deficiência. Faça como ele fez, chegue perto da gente, e aproveite tudo de bom que esta convivência tem a oferecer.

 tks Cido…..pena que você não tem facebook. Fica aqui nossa homenagem.

Sobre a Autora

Fernanda Terribile é jornalista formada pela PUC Campinas, casada e mãe da Isadora e do Danilo, que tem paralisia cerebral severa. Criou o blog em 2012 para encontrar outras famílias que tenham filhos com deficiência e incentivar a prática do esporte. Participa de corridas de rua com seu filho cadeirante. Conheça!