A liberdade de correr sozinha

Dia 14 de junho terminei a corrida Nicht Run ( Circuito de Corridas Noturnas ) com uma decisão: quero correr sozinha com Danilo! Naquela noite seis pessoas se revezaram empurrando o triciclo , no percurso de 5 km. Não foi fácil! Começava a corrida no maior pic, logo cansava e não dava conta de finalizar. Pedia ajuda para os amigos, sempre solidários.


Conversando com um triatleta, ele me disse : “  Fernanda, você precisa ter uma planilha de  treino. Tem que se condicionar “. Segui o conselho. Quinze dias depois iniciava minha preparação com o educador físico João Fortes, da Fortes Training, Ele é especialista no treinamento de triatletas. Nada-pedala-corre. Moleza passa longe !  Era o que precisava. Vendo os atletas correrem em busca de resistência  eu me encontrei. Foquei na meta: correr sem ajuda de terceiros. Nada contra os amigos solidários. Queria liberdade. Ir e vir!


medalha

Em dois meses e meio de “ planilha “ objetivo alcançado! Mãe e filho em sintonia para encarar os 5 km . Foi no mesmo Circuito, a Night Run, em 13 de setembro, que veio nossa independência. Conquista! Não foi á toa que escolhi esta corrida, já que à noite, debaixo das estrelas e não do sol escaldante , fica mais fácil. Comecei devagar, tentando dominar a emoção do momento ( se é que isso é possível ) e aos poucos os 5 km ficavam mais próximos. Para mim os 2 primeiros km são os mais difíceis, corpo está frio, as pessoas passam desesperadas por você, querendo lugar ao pódium. À medida que organismo aquece, a multidão dispersa, você se desliga e aproveita a corrida.


Neste dia inaugurei a nova cadeira de rodas do Danilo, uma Ottobock ( marca alemã ) que havíamos comprado  há 3 meses.  Por ser leve- pesa 10 quilos, confortável e adaptada às necessidades do Danilo, preferi correr com ela. Segurança! Até me adaptar com a “carreira-solo” vou usar a Ottobock. As rodas deslizam com facilidade, na reta a força usada é pequena. Puxado mesmo são as subidas- neste circuito  uma só- e as descidas, onde você precisa segurar a cadeira.


Esta corrida vai ser inesquecível! Os corredores passavam por nós e aplaudiam, falavam palavras de incentivo, olhavam e sorriam, gritavam. Será que adivinharam que estávamos em festa? Quando traçamos metas pode dar muito certo ou tudo errado! A vitória é um inesperado presente! Nossa primeira “ corrida-solo “ fechou um ciclo- iniciado um ano antes, quando era dominada pelo medo. O ciclo a seguir traria novos desafios.


 fotoNa Night run eles colocam painéis imitando os planetas . Você se imagina neles e põe a imaginação na hora de posar e clicar. Retrato histórico. As mãos para o alto dizem assim :          “ Eba, conseguimos, podemos, obrigada! “ Sorriso estampado no rosto, medalha no peito. Voltamos para casa felizes, dormimos sonhando.....” sim foi tudo realidade.”


Obrigada, obrigada e obrigada!

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