Luta pela Vida

Por Ana Geremias


Toda semana, neste espaço, trazemos dicas e informações importantes sobre o cuidado com nossa saúde e promoção do bem estar, sempre com foco na qualidade de vida. Mas hoje, peço permissão aos meus queridos leitores para tratar de um assunto que, desde sábado, tenho vivido intensamente ao lada da minha irmã, e que já foi, é, e infelizmente será a realidade de muitas mães: conviver com profissionais que, infelizmente, não honram a ética médica e, assim, acabam por levar recentes mães a terem seus bebês prematuros e, desde pequeninos, lutarem pela vida.


Toda mulher sonha em ser mãe um dia, eu sou mãe e posso afirmar, sou muito feliz e agradeço a Deus por esta oportunidade única e especial, cuidar com carinho e orientações da minha eterna pequena. Quando a mãe descobre que está grávida, se prepara para uma nova e maravilhosa fase da vida, com acompanhamentos em cada consulta pré-natal com seu médico ginecologista. Faz todos os exames necessários, tem uma reeducação alimentar, tudo para o bem estar e desenvolvimento do seu bebê que está por nascer. Confiamos nos médicos, mas infelizmente, como em toda profissão, temos profissionais que honram a étic


Na última semana, nasceu o Pedro, meu lindo sobrinho, com apenas 27 semanas de gestação, muito tempo antes das 38 semanas mínimas necessárias para o nascimento em tempo normal. No atendimento emergencial que teve por 2 dias seguidos num hospital, em Campinas, antes do parto pré-maturo, nenhum dos profissionais foi capaz de detectar que estava em trabalho de parto e, assim, evitar o nascimento prematuro e o risco de vida da mãe.


Felizmente, mesmo na madrugada de sexta para sábado, com tantos atropelos e atendimentos questionáveis, retornou de viagem o obstetra da minha irmã, que é um excelente e querido médico. Esse mesmo obstetra fez o parto das minhas irmãs e da minha filha. Com o profissionalismo que tem e o cuidado ímpar e carinho com as mães, esse médico cuidou muito bem da minha irmã no parto prematuro e evitou, assim, riscos inclusive para ela.


Não se trata de lamentar, mas é triste quando passamos por situações como essa, em que profissionais não entendem o valor exato da vida e o compromisso em atender de forma íntegra e responsável. Quantas mães perdem seus filhos em partos mal conduzidos? Mas, felizmente, quantos médicos, como esse, sabem muito bem o entendimento da palavra Amor e como uma Vida merece ser cuidada com carinho, atenção, profissionalismo e dedicação.


Que Deus abençoe todos os Pedros do nosso Brasil e que muitos médicos possam cuidar das nossas vidas, com toda a confiança que depositamos, sob as mãos divinas. E que aqueles que ainda não compreenderam o peso do diploma, bem, poderiam fazer a gentileza de sair pelas portas dos fundos.


 Até a próxima semana! ‪#‎VIVAoPEDRO


Texto publicado no jornal Terceira Visao,


Coluna Semanal  da jornalista Ana Geremias.


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