Amor sobre rodas.

Falando da Letícia e do Paulinho.

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 Olá pessoal da page “ Somos especiais ‘!

Me chamo Letícia, moro em Campinas interior de SP, sou intérprete de Libras, para quem não conhece é a Língua Brasileira de Sinais usada na comunidade Surda e também fotógrafa.

Namoro um cadeirante, Paulinho Souza, que já passou por aqui “colunando” , contando como é sua experiência de vida e o cotidiano de “ SER CADEIRANTE.”

Então a pedidos da Fer e Dandan vou escrever um pouquinho da nossa história, vou tentar resumir em algumas linhas pois o nosso curta metragem seria mais um longa, risos!!!

Eu e o Paulinho nos conhecemos na quadra de basquete ( basquete sobre rodas), pois é, diferente né ? Digamos que uma maneira diferenciada de começar um AMOR. Ele jogador e eu uma fotógrafa apaixonada por esportes adaptados. Depois de alguns jogos começou nosso romance mas virou AMOR, rsrsrs.

Como é namorar um cadeirante ? Todos os dias você se surpreenderá , isso é fato! Quando penso: “Ah, isso ele não consegue fazer.” Sempre “caio do cavalo”, ele consegue fazer de tudo. Olha…ele dá um show em mim de organização e arrumação da casa, viu ? E SEMPRE. Sempre ele tem um jeitinho para tudo! Em questão do amor, não tenho nem palavras para dizer: carinhoso, prestativo, atencioso, verdadeiro e companheiro para todos os momentos.

Olhem, se eu dizer que não existe preconceito , estaria mentindo para vocês, amigos. Existe sim! Pelo menos da minha parte não mas da sociedade sim e namorar com um cadeirante é não conseguir passar despercebidos. No Shopping, por exemplo, sempre tem alguém que olha, até me acostumei rsrs….Digo que andar com surdos e conversar através da língua de sinais as pessoas já dão aquela espiadinha. Com cadeirante não é diferente!

Pensava que minha família não iria aceitar porém eu estava totalmente equivocada. Aceitaram numa boa! Mas também não teria como rejeitar o Paulinho, simpático, engraçado e esforçado. Minha família tem uma grande admiração por ele, principalmente minha avó.

E todos os dias eu aprendo com ele : força, garra, determinação e SUPER-AÇÃO. Não digo de superar as limitações mas sim de conviver com elas e fazer do “leão um gatinho”.

Ser cadeirante e uma namorada de um “gato de rodas” é “viver e não ter a vergonha de ser feliz”. É….Paulinho, por isso que te amo! Obrigada por tudo! Queria agradecer o carinho de todos que deram dois minutos do seu tempo para ler esse post e também agradecer a page “ Somos especiais “ Fer e Dandan. Obrigada por todo carinho!

Sobre a Autora

Fernanda Terribile é jornalista formada pela PUC Campinas, casada e mãe da Isadora e do Danilo, que tem paralisia cerebral severa. Criou o blog em 2012 para encontrar outras famílias que tenham filhos com deficiência e incentivar a prática do esporte. Participa de corridas de rua com seu filho cadeirante. Conheça!
2 Responses
  1. Carla

    Sou mãe de uma cadeirante de 18 anos, linda, inteligente, esforçada, bem resolvida… espero o dia que ela encontre um amor como esse, sem preconceitos, sem barreiras e com muito amor.

Dúvidas e Comentários