Aventura pelas montanhas de Campos do Jordão. Pedalando.

Aventura pelas montanhas de Campos do Jordão. Pedalando.
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Tem surpresas que só o esporte nos proporciona. No primeiro dia do Congresso de Urologia em Campos do Jordão, meu marido escuta o amigo médico falar da mudança de hábitos da esposa. " A Valéria está pedalando, correndo , nadando e em pouco meses perdeu 10 kg." Bira espera Miguel falar e completa : " A Fernanda também está entrando nesta onda esportiva...."
Os dois fizeram um favor para mim e minha futura companheira de pedal: aproximaram-nos! Já nos conhecíamos mas não sabíamos da afinidade esportiva! Combinamos de pedalar pelas montanhas de Campos, na sexta-feira pela manhã. Para nossa feliz surpresa, o hotel em que estávamos dispunha de mountain bike, capacetes e monitor que conhece a cidade e suas montanhas com a palma da mão. Encontramos o Sérgio às 11 da manhã, ajustamos a bike- altura do banco, verificamos pneu , abastecemos a mochila com água e barrinhas de cereal e partimos! Dia perfeito! Percorremos 25 k em estradas de terra, paisagens de tirar o fôlego! Fotos e mais fotos!

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No início uma subida de acelerar o coração, e a primeira vista geral da cidade. Do alto! Incentivo para continuar! Entramos na mata, passamos por poças d água ( havia chovido durante à noite ), lama e muita aventura. O Sérgio explicava o caminho e seguíamos, Nas subidas a Valéria disparava na frente. Fernanda vinha logo atrás.
O trajeto durou 2 horas. Esporte é desafio constante. Faz você sentir-se capaz ! Satisfação gratuita! No sábado marcamos novo pedal. Sérgio percebeu que não éramos iniciantes ( desculpem a modéstia!!!!) e que gostávamos de pedalar. Propôs um trajeto para o dia seguinte com mais emoção. Topamos na hora!
Saímos  às 10 da manhã. No início novamente uma subida para aquecer o corpo. Pegamos a Vila Natal- subida em asfalto em direção ao Morro do Elefante. De lá entramos na trilha do Elo Perdido. S E N S A C I O N A L ! São 6 quilômetros em single trek. Pedalamos em fila indiana, o espaço da trilha é exatamente para uma pessoa!

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A D R E N A L I N A ! Concentração, equilíbrio e  sensação de desbravar a mata em cima da bike! Céu azul, subidas e descidas e natureza deslumbrante! Atingimos uma altitude de 1.800 mts! Fizemos o mesmo percurso da famosa prova " Desafio da Mantiqueira " que há 12 anos reúne mais de 600 atletas do país inteiro. Encontramos alguns fazendo reconhecimento do percurso.

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De lá  teríamos mais surpresas. Partimos para a trilha do Imburi. Passamos a bike em cima de uma cerca e nos arrastamos para chegar ao local mais lindo do passeio.

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Andamos no meio de uma campo de pequenas florzinhas, à frente a vista da cidade com suas casas em estilo inglês e montanhas que se misturam uma com as outras. Verde sem fim! Paramos para admirar e tirar a foto que todo ciclista adora: bike nas mãos, felicidade !

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Nas paradas  a certeza de que a natureza revigora, que vale a pena treinar, suar e investir tempo na prática do esporte. Respiro fundo e agradeço pela experiência. A primeira de muitas trilhas de aventura!

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Depois de 2 horas e meia retornamos ao hotel. Realizadas! Roupas cheias de lama, tênis sujo e mente renovada. A aventura pelas montanhas de Campos do Jordão deixou gostinho de " quero mais." Até a próxima, Valéria e Sérgio!

 

Música, Mindfulness e Felicidade

Música, Mindfulness e Felicidade
Música, Mindfulness e Felicidade
por Fabiana Rossi Menegaldo

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Na história da humanidade, a música sempre esteve presente e tem sido usada de diferentes maneiras e por mais diversa que seja a utilização da música, ela sempre evoca algo comum em todas as circunstâncias:  As emoções.
Cada um de nós tem um repertório musical preferido e privativo que traz os mais diversos sentimentos e sensações.  Algumas músicas relaxam, outras motivam, inspiram, alegram, algumas nos fazem chorar e tem aquelas que trazem a tona as lembranças do passado.
Sabemos que essa preferência musical é única e estudos indicam que em certa medida, os gostos musicais de uma pessoa  falam sobre como ela vê a vida, o que ela valoriza, o que a encanta...
O psicólogo Adrian North, da Universidade de Edimburgo, realizou um estudo com mais de 36.000 pessoas e, curiosamente, descobriu que o perfil psicológico de fãs de heavy metal e música clássica é muito parecido. Os achados de North mostram que tanto os fãs do rock pesado quanto da música erudita tendem à introversão e a comportamentos obsessivos e sistemáticos, assim como apresentam criatividade acentuada.
Dentre outras descobertas feitas por North, há dados que indicam que fãs de música country, por exemplo, costumam ser do tipo que trabalham duro e são amigáveis, enquanto os ouvintes de reggae são mais “preguiçosos”, muito embora apresentem auto-estima alta. Ainda, segundo o psicólogo escocês, os fãs de indie music, por sua vez, são mais caracterizados por baixa auto-estima e certa dose de agressividade. Ao passo que os apreciadores da música pop são os mais convencionais de todos e, assim como os fãs de Jazz, extrovertidos. É claro que tudo isso são generalizações, e quando falamos de indivíduos, podem-se ter inúmeras combinações e variações.
Outros estudos feitos pelo Stanford Center for Computer Research in Music and Acoustics falam sobre o poder de cura da música. Ela pode alterar o funcionamento cerebral e tratar uma série de condições neurológicas incluindo déficit de atenção e depressão. Porém,  a proposta que faço neste post não é curar desordens e disfunções mentais (embora possa essas possam ser consequências), mas sim promover a Felicidade através da apreciação da música em Mindfulness.

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Proponho uma atividade onde utilizamos a música para produzir o estado de Mindfulness (ou Atenção Plena) que é um estado cerebral elevado associado a percepção, consciência, solução de problemas e promoção de emoções positivas.
Abaixo está um passo a passo feito pelo Mindfulness Coach Patrick Groneman para guiá-lo a obter os benefícios do mindfulness através da apreciação da música:

- Escolha uma ou mais músicas que aprecie, que te traga paz e emoções positivas.

- Libere um horário em sua agenda onde possa se dedicar exclusivamente a escutar a música escolhida em paz e sem interrupções.

-  Encontre um lugar confortável onde você se sinta capaz de dedicar sua atenção exclusivamente para a música. Arrume este lugar como se fosse o local de um concerto musical. Ajuste a iluminação, a circulação do ar, organize o local e se possível, coloque o aroma de sua preferência.

- Silencie seu celular, feche o computador e avise as pessoas que você não gostaria de ser interrompido pelos próximos minutos.

- Não inicie esta atividade com fome, sede ou qualquer outra sensação física que possa desviar sua atenção da contemplação da música.

- Sente-se ou deite-se de maneira confortável, mas coloque-se com uma postura que permita com que fique alerta e não caia no sono.

- Respire profundamente algumas vezes até que sinta que seu corpo está relaxado, concentre-se na sua respiração e na maneira como o ar entra e sai do seu corpo. Faça isso por um ou dois minutos,

- Aperte o play e coloque sua atenção nas sensações e sentimentos que a música transmite.

- Se ao ouvir a música, perceber que sua atenção e pensamentos partiram para outros lugares, volte sua atenção para as sensações da música. Se for interrompido por pensamentos de preocupação e ansiedade, entenda que neste momento dedicado para você, não há nada a ser feito que possa resolver o motivo de sua preocupação. Tudo ao seu tempo.

- Agora, se a própria música evocar sentimentos, emoções e pensamentos, acolha esta experiência como parte da própria contemplação e apreciação da música

- Conforme a música ou a sessão musical chegar ao fim, agradeça a você mesmo por dedicar este tempo para ouvi-la.

- Leve alguns minutos para digerir a experiência. Você pode fazer isso usando a atenção à respiração, meditar ou apenas relaxar e deixar seu corpo despertar lentamente para as próximas atividades do seu dia.

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Fontes:

http://web.stanford.edu/dept/news/pr/2006/pr-brainwave-053106.html

https://angelitascardua.wordpress.com/
http://www.huffingtonpost.com/patrick-groneman/mindfulness-practice_b_3894331.html
Fabiana  Rossi Menegaldo é Psicóloga Comportamental com pós em Recursos Humanos, extensão em Psicologia Positiva e com especialização em andamento em Coaching Positivo e Wellness Coaching. Em seu blog compartilha informações sobre Psicologia Positiva, Wellness Coaching e Vida Saudável com o objetivo de ajudar quem o lê a viver uma vida mais gratificante, equilibrada, com mais alegria e auto-estima.

Acesse www.mindfitblog.blogspot.com.br


 

Receita da Gi: nhoque de batata doce

Receita da Gi: nhoque de batata doce
 

A nutricionista Gi Biskier preparou para nós uma receita saudável: nhoque de batata doce. Os adeptos da prática esportiva usam a batata-doce como fonte de energia pois ela possui carboidratos saudáveis, que não elevam muito o açúcar no sangue e é rica em fibras. Também pode ser usada em pequena quantidade para quem está fazendo dieta. Espero que gostem da sugestão!
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Nhoque de batata doce

Ingredientes – 4 porções:

- 2 batatas doces médias
- 1 xícara de chá de farelo de aveia
- 1/2 xícara de chá de farinha sem glúten (ou fécula de batata) – pode ser integral
- 1/4 de xícara de azeite de oliva
- sal a gosto
- pimenta branca a gosto

Modo de preparo:

Cozinhe as batatas sem casca por 25 minutos. Quando estiver cozida, retire a água e amasse-as bem enquanto ainda estiverem quentes e reserve.
Em uma superfície limpa e lisa coloque o purê e acrescente os outros ingredientes com cuidado (como eu não tinha uma superfície legal, usei uma assadeira grande para fazer isso). Amasse até obter uma massa homogênea e elástica.
Divida em porções e role cada uma até obter um cordão na espessura desejada. Corte-os em pedaços de mais ou menos 2cm. É super legal, é como fazer cobrinhas de massinha na época da escola. Pode chamar seus filhos para ajudarem!
Em uma panela coloque a água para ferver, após fervida vá adicionando os nhoques aos poucos. Quando subirem a superfície significa que estão cozidos, é super rapidinho! Retire com uma escumadeira, deixe escorrer toda a água e deixe-os em uma travessa grande para não grudarem.
Sirva com o molho que desejar.

A festa é para o Zé.

A festa é para o Zé.
 

IMG_4163Pensa num garoto sorridente. Você fala e ele te devolve sorriso. Este é o José Rodrigo, ou Zé. Ele tem 38 anos e mora numa Casa de Repouso em Valinhos. Tem paralisia cerebral severa e comunica-se pelo piscar dos olhos. Perguntamos e se ele piscar a resposta é SIM. Sim, Zé, você é um menino que cativa.
Foi a Michele Miloni Cavalcanti quem nos apresentou o Zé. Um post no facebook trazia uma foto dele e um pedido : uma festa de aniversário. Muita gente se sensibilizou e a corrente do bem estava formada. Tudo carinhosamente pensado pela Michele. Ela tem um filho de 2 anos , que tem paralisia cerebral leve. Conheceram o Zé na Clínica de Reabilitação que ambos frequentam. Olhares se cruzam, coração fala mais alto! Iniciativa! Tornou-se uma das madrinhas do meninão.
A frase " a família do Zé somos nós" chamou a atenção. Conseguiu salgados, docinhos, bolo, refrigerante e a decoração inspirada no seu time do coração : o Corinthians. Desejo atendido e mais que merecido! A festa aconteceu neste domingo e na foto vocês podem ver a preparação para o grande dia. Desde cedo a Michele acompanhava o trabalho dos voluntários, Zé ao lado, emocionado!
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Bexigas brancas e pretas, o distintivo do timão ao centro, a mesa de bolo decorada com jogadores, bola e muito, muito carinho.Ele reside com 19 idosos, companheiros de convivência diária. A casa é confortavelmente dividida para abrigá-los com conforto e segurança. Zé tem seu próprio quarto e banheiro. No guarda roupa guarda sua maior paixão: as camisetas oficiais, Ele não perde nenhum jogo. Torcedor fanático, faz com que todos os amigos se divirtam com sua fidelidade ao esporte.
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Zé, o seu domingo foi diferente e o de cada pessoa que esteve ao seu lado hoje. Emoção! A Michele não sabia que a "corrente do bem" alcançaria esta dimensão. Uma iniciativa que ganhou  fãs. Impossível não se encantar ! Sorriso fácil, sempre sorrindo, feliz. Das coisas simples e inesquecíveis que a vida me apresentou depois que me tornei mãe de deficiente.  Obrigada, Michele por nos apresentar o Zé.

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Eles te convidam: vem correr!

Eles te convidam: vem correr!
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A expressão do Adolfo na largada da Corrida Oba, no último domingo , expressa uma felicidade que contagia. O rapaz de 45 anos tem paralisia cerebral leve e foi conduzido pela educadora física Pamela Spanholeto e a fonoaudióloga Drica Siqueira durante o percurso de 8 quilômetros. Ao lado o casal Maria Cristina Bittencourt e Luiz Dallari. Eu e Danilo estamos logo atrás. O pneu da cadeira murchou , pensamos em desistir, mas seguimos e fizemos um “ pit stop” num posto de gasolina 500 metros a frente.
As pessoas com deficiência saem cinco minutos antes da largada oficial. Garantimos a nossa segurança e a dos corredores que buscam o pódium e correm em alta velocidade. O momento da saída é quando o coração dispara, o vento começa a bater no rosto e a alegria vem. Adolfo traduz! Temos certeza de estar no caminho certo, prazer somado, adrenalina dividida, esforço que compensa .
A prática regular de atividade física melhora o desenvolvimento motor e psicológico e auxilia no combate ao sedentarismo, principalmente nos cadeirantes, que possuem sua mobilidade reduzida. Eles sentem-se realizados, não só com o movimento, mas também em poder interagir com outras pessoas. Troca que favorece ambos os lados.
É através de pequenos movimentos que descobrimos a capacidade de nossos corpos em realizar gestos  simples até os mais complexos.O corpo é uma máquina e como toda e qualquer máquina precisa estar em constante funcionamento e de reparos para que as peças não sofram desgastes. É aí que surge o papel dos exercícios: manter a máquina funcionando e em bom nível de rendimento, respeitando suas capacidades e percebendo as limitações.
Quanto mais exercícios uma pessoa com mobilidade reduzida fizer melhor seu corpo irá  responder aos movimentos . Surge uma vida mais saudável, melhora na auto-estima  e aprimoração da coordenação motora. Nos últimos meses vemos um Danilo posicionando-se melhor na cadeira de rodas, mais relaxado e feliz. Auto estima agradece!  Vira e mexe ganhamos sorrisos aqui em casa! Lindo!
Estes dois garotões – Danilo e Adolfo- saíram cedo de casa, colocaram-se no meio de 3 mil pessoas ( a Corrida do Oba atrai muitos atletas, inclusive quenianos ) e se aventuraram . Eles te convidam a uma mudança em seu estilo de vida. Exercite-se para se sentir mais disposto, conheça seu corpo, escute sua respiração. Perceba a capacidade que existe dentro de você!
Motive-se com os cadeirantes sorridentes!

Correndo em grupo.

Correndo em grupo.
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No último domingo fizemos a Corrida do Oba, organizada pela Noblu Sports. Foram 8 km com largada da Lagoa do Taquaral , seguindo em direção à avenida Norte Sul. Reta no início, subidona na chegada.Ufa!
Esta prova é uma das que mais atrai corredores em Campinas- 3 mil atletas. Acordei atrasada e cheguei em cima da hora. Voamos em direção à largada! As pessoas com deficiência saem 5 minutos antes. Desta forma garantimos nossa segurança e a de quem busca um lugar ao pódium e sai em disparada.
Nos posicionamos em frente ao pelotão- eu, Danilo, Pamela, Drica, Aline, Adolfo, Maria Cristina, Luiz Dallari e Rodriguinho, e largamos todos juntos! Olho para a cadeira de rodas do Danilo e o pneu está murcho ( ou furado )! Em segundos pensei em desistir, encostar, não correr. Continuei caminhando e a cadeira obedecendo, rodinha girando, como se o pneu estivesse normal. Por sorte passaríamos em frente a um posto de gasolina e fizemos um "pit stop".Enchemos o pneu, com rapidez; por sorte não estava furado.É vida que segue!
Danilo e Adolfo correram juntos. O Adolfo tem 45 anos, super alto astral, faz a gente correr com leveza e disposição.Os pais autorizaram que a educadora física Pamela Spanholeto levasse o garotão . Pamela acompanha Adolfo há muitos anos e um elo de confiança se estabelece entre o aluno e a profissional.
Vento no rosto, e eles vão desbravando as ruas de Campinas e emocionando quem vê os jovens ( gostou heim Adolfo?) cadeirantes deliciando-se com a corrida. Adolfo ficou feliz porque dois triatletas voluntariaram-se para empurrá-lo. Velocidade máxima! A corrida sempre nos surpreende! Gestos inesperados, troca de experiência entre pessoas com e sem deficiência Inclusão social é isso!
Eu fiquei para trás nessa corrida. O pneu murcho-furado deixou-me preocupada e não consegui acompanhar o pelotão. Eles terminaram a prova em 49 minutos , eu 56, a Pamela e a Aline ( fizeram 8 km pela primeira vez ) em 1 hora e 5 minutos. Em provas é foco do início ao fim, respiração em parceira com a mente, corpo que pede movimentos certeiros. Mamãe Fernanda abalou-se e chegou depois. Achei bacana um moço que me viu e fez o gesto da cadeira do Dan! Uma amiga passou e perguntou se estava tudo bem. E explicava: Dandan está lá na frente. Realizado, ao lado do amigo Adolfo.
Correr em grupo é bom demais! Contamos com o apoio do Luis Fernando Servin. Domingo ele largou depois que a gente, nos alcançou, sorridente, com fôlego para dar rápidas passadas e tirar fotos. Infelizmente câmera não quis trabalhar o trajeto todo e temos poucas imagens feitas pelo Luis. Mas a animação dele é sempre a mesma! Essencial! Equipe é isso: cada um contribui com o que tem de bom no coração, na alma. São minutos que valem o final-de-semana. O esporte mudou a minha vida!

noisssss

 

Ele não desiste. Insiste.

Ele não desiste. Insiste.
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Um dia eu acreditei em mim
E em você.
Apostei que reabilitar é possivel
Independente da idade
Ganhos maiores ou menores..... não importam. São ganhos!
O cérebro nunca para de tentar encontrar novos caminhos de recuperação. Neurônios trabalhando!
As células lesionadas não se recuperam mas as que estão próximas podem ser recuperadas pelo menos parcialmente.
O Dan vem mostrando que não para! Tá trabalhando! Neurônios em novas sinapses!
A vida re-começa aos 40 para os adultos e para os especiais ela pode re-começar aos 15!
Com os exercícios da chamada " Gaiola" ou Unidade Universal de Exercícios queremos tonificar músculos, ganhar força e melhor posicionamento.
Através do sistema de cordas elásticas e um cinto largo posicionado em torno da cintura do paciente ( preto e vermelho no Dandan ), a gaiola fornece uma suspensão vertical ou horizontal muito dinâmica.
Iniciamos estes exercícios há duas semanas , com o auxílio de uma fisioterapeuta e terapeuta ocupacional. Dan gostou. Reparem na foto como ele está  " concentrado" .
Muitas e muitas repetições,  esforço e força de vontade deste garotao ai! Se conseguirmos posiciona lo melhor na cadeira de rodas estamos satisfeitos!
Ele faz cara de que " estou gostando", " estou dando o meu máximo", " eu quero tentar.", " eu sou forte." Pratico uma conversa imaginária com um filho-falante .
Tentar sempre, não desistir.
Insistir e persistir.

Corre, mãe!

Corre, mãe!


corre mae

Corre mãe!
Corre com as minhas pernas filho
Que eu uso suas asas
Para voar

...


A força não é minha
É de DEUS
A motivação me põe para frente
Corro, corro e transpiro emocao

Filho vc é minha vida
Isadora , a inspiração
Luz.
Familia que se uniu na dor
Chegamos ao nosso limite
Fizemos maratonas
Treino árduo!

Vc que está acomodado
Vc que está chateado
Vc que passa por situação difícil
Levanta, anda, caminha, respira
Tem natureza, tem esporte tem vida

Esporte é movimento
Mudança de hábitos
Superacao!

Eu te convido a vir com a gente.
V E M!